Sobre a REDUAU

Um quilombo literário Afrikano-Centrado.

A Biblioteca REDUAU é um espaço dedicado ao resgate, preservação e disseminação de saberes Afrikano-Centrados — reconhecendo e valorizando as tradições filosóficas, culturais, políticas e econômicas do Continente Afrikano e sua Diáspora.

01. Propósito

Resistência
intelectual.

Inspirada pela herança ancestral, a biblioteca é um ambiente de aprendizagem e reflexão que destaca a riqueza das contribuições afrikanas para a humanidade — muitas vezes marginalizadas ou distorcidas ao longo da história.

Nos dedicamos a revisitar os sistemas de pensamento afrikanos contemporâneos, conectando-os aos desafios e debates atuais. A biblioteca atua como espaço de resistência intelectual, com recursos que questionam narrativas eurocêntricas e promovem uma visão mais equilibrada e autônoma do desenvolvimento humano.

O acervo abrange filosofia, literatura, história, sociologia e economia, com enfoque em autoras e autores que trazem à tona a perspectiva Afrikana — um ponto de vista alternativo sobre colonialismo, escravidão e os processos de emancipação e resistência.

02. Etimologia

Rekhet
Duauf.

A palavra REDUAU une dois termos keméticos (antigo egípcios): RE de rekhet e DUAU de Duauf.

Rekhet — conhecimento vivido

“A palavra rekh significa ‘homem sábio’, um erudito, um filósofo. Assim, rekhet significa ‘conhecimento’, ‘ciência’, no sentido de ‘filosofia’ — investigação sobre a natureza das coisas.”
— Théophile Obenga

Os termos keméticos não se referem a uma atividade meramente especulativa: conhecer, aqui, é servir. Nossa philosophia não é a de um “amante da sabedoria”, mas de quem vive a sabedoria a favor de seu povo.

Duauf (1340 a.e.c.)

“Duauf tem sua filosofia preocupada com os protocolos de viver em sociedade. Por incitar os jovens a ler livros, pode ser considerado o primeiro intelectual da história filosófica.”
— Molefi Kete Asante

Assim, Rekhet Duauf deu origem à REDUAU.

03. Simbologia

Sesa wo suban
— “mude ou transforme seu caráter.”

O símbolo Adinkra do povo Akan combina dois signos: a estrela da manhã, que anuncia um novo começo para o dia, dentro da roda, que representa o movimento independente. Fala da dialética entre os fenômenos da natureza e os provocados pelo ser humano — entre destino e livre arbítrio.

“Sua cultura é seu sistema imunológico.”
— Dra. Marimba Ani
04. Consciência
“Manipular a história é manipular a consciência, manipular a consciência é manipular as possibilidades e manipular as possibilidades é manipular o poder.”
— Amos N. Wilson
05. A Campanha

Construa este
acervo conosco.

Cada contribuição transforma este quilombo literário em espaço permanente — de memória, resistência e formação para as próximas gerações.

Não é só uma biblioteca: é lar de ancestralidade, ferramenta de identidade e território de orgulho.